ZehGeh
Entre pesquisa, natureza, educação ambiental e poesia, o pensamento encontra abrigo no sensível.
Algumas ideias nascem em bibliotecas. Outras, no silêncio entre árvores, na margem de um rio, ou depois de uma pergunta que permaneceu aberta por tempo demais.
∕ origem
José Geraldo da Costa nasceu no Recife, em 18 de março de 1936, na freguesia do Poço da Panela, entre rios, pontes e antigas paisagens da Casa Amarela.
Décadas depois, seria em Imperatriz, no Maranhão, que escolheria permanecer, construir família e aprofundar sua relação com a escrita, a pesquisa social e a educação ambiental.
∕ trajetória
Sua trajetória reúne pesquisa social, serviço público, docência universitária e produção literária.
Formado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, atuou em diferentes esferas do serviço público, entre experiências federais, estaduais e municipais, preservando uma ideia de serviço público ligada à responsabilidade coletiva e à transformação social.
Fazia questão de definir-se como servidor público, nunca apenas como funcionário.
É membro fundador da Academia Imperatrizense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 16 desde a fundação da instituição, em 1991.
Entre estudos ambientais, investigações sociológicas, poesia e ações comunitárias, sua escrita atravessa diferentes linguagens, preservando a aproximação entre pensamento e sensibilidade.
∕ travessia
Antes de chegar a Imperatriz, preparava-se para partir para a África, entre possibilidades ligadas a Maputo e Guiné-Bissau, em diálogos atravessados por educação popular e movimentos de libertação.
O convite para colaborar na implantação do campus da UFMA alterou o percurso. Em vez de sair do país para “fazer a vida”, escolheu permanecer para “mudar de vida”.
∕ obras
- Ais Caem (2003), livro de poemas publicado pela Academia Imperatrizense de Letras, primeiro volume editorial publicado pela AIL
- produções nas áreas de administração pública, meio ambiente e pesquisa social, incluindo Cooperativa – estudo sociológico, Áreas socioeconômicas homogêneas, Projeto ambiente – uma metodologia para os estudos ambientais escolares e Cura pelas plantas – um plano de pesquisa e de ação
∕ notas
Temas que atravessam sua escrita e reflexão:
- o silêncio como forma de escuta
- a natureza como linguagem viva
- educação ambiental e pertencimento
- poesia como observação do mundo
- pensamento sem afastamento do sensível
∕ contato
Algumas conversas precisam de tempo.
escreverEntre escrita, observação e inconformações persistentes, segue cultivando perguntas, reinventando caminhos e renovando escutas do mundo.